ULISBOA | 1.º Ciclo de Formação “Pedagogia Inclusiva” – 2016

1.º Ciclo de Formação “Pedagogia Inclusiva” – 2016

A Rede de Necessidades Educativas Especiais da ULisboa (Rede NEE-ULisboa) promoveu, entre 20 de abril a 8 de junho de 2016, o 1.º Ciclo de Formação “Pedagogia Inclusiva” da ULisboa, no sentido de colmatar necessidades, identificadas por discentes, docentes e não docentes, relacionadas com os Estudantes com Necessidades Educativas Especiais (NEE) da Universidade de Lisboa.

As ações que integraram este primeiro ciclo evidenciam uma preocupação da Universidade com a inclusão da diversidade dos seus estudantes, disponibilizando as ferramentas consideradas adequadas para o acompanhamento de Estudantes com NEE, nomeadamente relacionadas com Síndrome de Asperger, Perturbação da Hiperatividade e Défice da Atenção, Dislexia, Deficiência Visual, Dislexia, Problemas de Saúde Mental e formas criativas para permitir a inclusão.

A Rede NEE-ULisboa está aberta a propostas e sugestões de outras temáticas que permitam contruir uma Universidade que responde de forma inclusiva à diversidade dos seus elementos: discentes, docentes e não docentes.

Poderá encontrar mais informações sobre o Ciclo de Formação na página Moodle (clique em entrar como visitante).

Cartaz (PDF)

Ações realizadas em 2016

Técnicas de guia | 25 de maio

Objetivos
Com esta sessão é pretendido que se conheçam as formas de guiar pessoas com deficiência visual e que se adquiram as técnicas de guia relevantes no meio universitário. É também objetivo a problematização destas técnicas como melhor forma de apoio e se treinem algumas das mesmas.

Orador
Peter Colwell
Atualmente Técnico de Acessibilidade na ACAPO, trabalha no campo de deficiência visual há 25 anos em diversas funções e entidades. Durante vários anos ensinou Orientação e Mobilidade a crianças, jovens e adultos com deficiência visual e há dez anos forma professores e técnicos de reabilitação neste campo.

Cartaz (PDF)

 

Estudantes à beira de um ‘ataque de nervos’… | 11 de maio

Estratégias para lidar com crises emocionais na sala de aulas.

Objetivos
“Estudantes à beira de um ataque de nervos… Estratégias para lidar com crises emocionais na sala de aulas” – pretende-se que os formandos desenvolvam estratégias para promover a saúde mental dos adolescentes em contexto escolar.

Oradora
Doutora Gina Tomé
Psicóloga Educacional, Mestre em Terapias Comportamentais e Cognitivas, Doutorada em Ciências da Educação especialidade em Educação para a Saúde pela Faculdade de Motricidade Humana (FMH, UTL).
Investigadora da equipa do projeto “Aventura Social”, nas áreas da Saúde Mental, Resiliência, Promoção das Competências Pessoais e Sociais, Promoção e Prevenção de Comportamentos de Risco na Adolescência, Relação dos Adolescentes com o Grupo de Pares. Investigadora do Instituto de Saúde Ambiental – ISAMB, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
Coordenadora do Projeto ES´COOL – Promoção da Saúde Mental nas Escolas.

Cartaz (PDF)

 

E se tivesse um estudante como Albert Einstein na sua sala de aulas… | 27 de abril

Estratégias para lidar com com estudantes com dislexia.

Objetivos
Dislexia é um termo utilizado há mais de cem anos e, de um modo muito simples, refere-se a uma dificuldade em aprender a ler manifestada por crianças, jovens e adultos que têm uma inteligência normal, que têm motivação para aprender a ler e que estão expostos a adequadas instruções de leitura.
Existem cada vez mais evidências de que a dislexia é uma perturbação do desenvolvimento da linguagem, que tem as suas origens numa alteração biológica, especificamente na biologia do cérebro, realçando-se assim a sua componente neurobiológica.
No entanto, é necessário ter em consideração que para esta faceta neurológica da dislexia manifesta-se em alterações em alguns processos cognitivos e, consequentemente no modo de aprender.
Tendo em consideração o exposto, os objetivos da presente formação estão orientados, em primeiro lugar, para a compreensão do que é a Dislexia, tanto no que se refere ao que ela é, como na abordagem de algumas conceções erradas. De seguida, é nossa preocupação abordar a identificação dos alunos com Dislexia e suas características. Um terceiro propósito é o de apresentar algumas sugestões e estratégias que devem ser tidas em consideração quando estamos perante alunos com dislexia.

Orador
Professor Vítor Cruz
Licenciado em Educação Especial e Reabilitação, mestre em Educação Especial e doutorado na especialidade de Educação Especial e Reabilitação. Professor Auxiliar do Departamento de Educação e Humanidades da Faculdade de Motricidade Humana, Universidade de Lisboa. Consultor para a área das Dificuldades de Aprendizagem no SEI – Centro de Desenvolvimento e Aprendizagem.

Cartaz (PDF)

 

E se tivesse um estudante como Ernest Hemingway na sua sala de aulas… | 18 de maio

Estratégias para lidar com estudantes com Perturbações com Défice de Atenção e Hiperatividade.

Oradora
Professora Ana Rodrigues
Licenciada e Mestre em Educação Especial e Reabilitação; Doutorada em Educação Especial. Doutoramento desenvolvido no domínio da Avaliação e Diagnóstico da Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (adiante PHDA). Atualmente Coordenadora do curso de 1º ciclo em Reabilitação Psicomotora da Faculdade de Motricidade Humana – Universidade de Lisboa. Curso de Formação Avançada em Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção pela Universidade de Harvard em 2001; Curso Básico de Treino Parental no Programa Anos Incríveis no País de Gales e Portugal. Atualmente é docente da Faculdade de Motricidade Humana, lecionando nos cursos de Licenciatura e Mestrado em Educação Especial, Reabilitação Psicomotora e Mestrado em Desenvolvimento da Criança.

Cartaz (PDF)

 

Criatividade e Inclusão | 8 de junho

Objetivos
A educação inclusiva implica necessariamente a mobilização de estratégias inovadoras e adequadas. A inovação e adequação são dimensões importantes da criatividade, a par da flexibilidade. Pretende-se com esta formação proporcionar um conjunto de conhecimentos sobre criatividade e processos criativos de forma a conseguir flexibilizar múltiplas estratégias adequadas ao contexto que, em última análise, visam a promoção da autonomia dos estudantes com NEEs.

Oradora
Professora Sara Bahia
Professora Auxiliar da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa e investigadora do Instituto da Educação da mesma universidade nos domínios da criatividade, educação artística e inclusão, tendo mais cerca de 200 publicações nacionais e internacionais. Colabora com mestrados em artes de outras instituições e com diversos ateliers de pintura de instituições para cidadãos com deficiência mental. Coordena o Programa de Enriquecimento Criativo da Delegação de Lisboa da Associação Nacional para o Estudo e Intervenção na Sobredotação.

Cartaz (PDF)

 

E se tivesse um estudante como Bill Gates na sua sala de aulas… | 20 de abril

Estratégias para lidar com estudantes com síndrome de Asperger

Objetivos
Pretendemos com esta ação de formação sensibilizar a comunidade académica para as características comportamentais das Perturbações do Espectro do Autismo e mais especificamente da Síndrome de Asperger, assim como o impacto destas nas diferentes áreas da vida do estudante do ensino superior e quais as propostas de intervenção junto dos diferentes intervenientes da comunidade académica.

Oradores
Doutor Pedro Rodrigues
Obteve o seu doutoramento em Psicologia Clínica e da Saúde no Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL) em 2013. Desenvolve atividade docente desde 2008 nas áreas de metodologias de investigação e processos psicológicos básicos. Tem colaborado em diversos projetos de investigação a nível nacional e internacional, incluindo um projeto de colaboração bilateral relativo ao efeito do amalgama dentário em crianças e atualmente num projeto acerca dos processos de neuromodulação na perturbação de ansiedade generalizada.

Dra. Maria Inês Leitão
Licenciada em Psicologia (Variante Psicologia Clínica Cognitivo-Comportamental, Cognitiva e Sistémica) pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa. Pós-graduada em Psicoterapia e Aconselhamento com crianças e adolescentes pela Associação Portuguesa de Terapia Comportamental e Cognitiva (APTCC). As suas principais áreas de investimento e especialização são a avaliação e intervenção nas Perturbações do Espetro do Autismo, particularmente a Síndrome de Asperger. Formada em instrumentos de avaliação de diagnóstico das perturbações do espectro do autismo, como a Autism Diagnostic Interview-Revised (ADI-R), pelo Autism Research Centre, University of Cambridge, Developmental Psychiatry Section, e o Autism Diagnostic Observational Schedule (ADOS), pelo Hospital Universitari Mútua Terrassa, Universitat de Barcelona.

Cartaz (PDF)

 

Mais informações

Para mais informações, contactar:

Ana Fonseca
Diretora
Departamento de Avaliação e Garantia da Qualidade
Tel.: +351 210 443 569 – Ext. 19 819
E-mail: ab.fonseca@reitoria.ulisboa.pt