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Esta é a primeira vez em três anos que as uvas plantadas nos terrenos do Instituto Superior de Agronomia (ISA), da Universidade de Lisboa (ULisboa), não serão esmagadas para a produção do vinho da instituição. Com obras na adega, os responsáveis pelas vindimas anuais tiveram que «arranjar um plano B», conta Ângela Baptista, engenheira e docente.

De forma a escoar o «stock», decidiu-se vender as uvas ao público. Com a ajuda dos voluntários, que este ano não incluem estudantes, «ainda todos de férias», segundo Ângela, faz-se a colheita e vende-se. Quem colher as suas uvas diretamente, tem um desconto de 20 cêntimos por quilo.

Com uma média de 25/30 pessoas por dia, ainda muito trabalho há para fazer. De acordo com a engenheira do ISA, há cerca de 20 toneladas de uvas para colher, mas ainda vão na «segunda casta». A casta de moscatel já foi toda vendida a 1,5 euro/quilo, sendo que a uva de vinho, que também podem ser consumidas como uvas de mesa custa 1 euro/quilo.

«Estamos a vender bem», conta Ângela Baptista, que ainda conta com as receitas da venda dos vinhos produzidos em anos anteriores, cuja banca está localizada perto do local das vindimas.

A vindima ainda se vai prolongar por mais duas semanas e ajuda de voluntários é sempre bem-vinda. «Apareçam, por favor», apela Ângela. Se, entretanto, a adega não ficar pronta, a engenheira garante que também farão a colheita das uvas pretas.

Todos os anos, o ISA recolhe as uvas plantadas na vinha que ocupa 2,6 hectares da instituição. De há três anos para cá, a tarefa é partilhada por engenheiros e voluntários, de todas as idades. O material recolhido serve para ensinar os estudantes como se produz vinho.

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