Jardins

Jardim Botânico Tropical

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A Universidade de Lisboa (ULisboa) integra vários espaços verdes na cidade de Lisboa que constituem um valioso património natural, histórico e científico, destacando-se o Jardim Botânico da Ajuda, a Tapada da Ajuda, o Jardim Botânico de Lisboa e o Jardim Botânico Tropical.

Todos estes espaços são locais únicos para a preservação e divulgação científicas. Neste sentido, estas estruturas da ULisboa também contribuem para sensibilizar e formar a sociedade sobre a importância da conservação da natureza e da biodiversidade.

O Jardim Botânico da Ajuda (JBA) é o primeiro Jardim Botânico de Portugal e tem mais de 240 anos de existência. Este jardim histórico, com uma área de 3,5 hectares, tem características excecionais para um melhor conhecimento do mundo das plantas. Para além da vasta coleção botânica, banco de conservação de sementes, destilador de óleos essenciais de plantas aromáticas, entre outros recursos, o JBA oferece também visitas e oficinas temáticas no âmbito da conservação da biodiversidade.

A Tapada da Ajuda está classificada como Imóvel de Interesse Público. Com cerca de 100 hectares, esta Tapada é gerida pelo Instituto Superior de Agronomia da ULisboa e possui diversos espaços verdes, incluindo uma reserva botânica reconhecida internacionalmente pela sua floresta única de zambujeiros. Para além da beleza da vegetação e do património histórico e arquitetónico que caracterizam a Tapada da Ajuda, os visitantes podem subir ao Miradouro situado na parte norte e ter uma vista privilegiada sobre Lisboa e arredores.

O Jardim Botânico de Lisboa (JBL) está classificado como monumento nacional, fazendo parte do centro histórico da capital portuguesa. Ao longo de 4 hectares é possível encontrar espécimes vegetais oriundos de diversas partes do mundo, entre as quais sobressaem Cicadácias, Gimnospérmicas, palmeiras e figueiras tropicais. Em termos de património o JBL possui coleções de objetos naturais, xiloteca, um herbário com mais de 220 000 folhas, integrando ainda um banco de sementes com mais de 1200 espécies, e um banco de DNA com 1 a 5 amostras de cada espécie da flora portuguesa ameaçada. No JBL também é possível visitar o Borboletário (a primeira estufa de criação de borboletas da fauna Ibérica aberta ao público).

O Jardim Botânico Tropical (JBT) é um espaço verde de interesse científico e de recreio com cerca de 7 hectares, sendo constituído, essencialmente, por espécies exóticas cuja plantação se destinou a desenvolver o estudo da flora das colónias portuguesas. Plantado em terreno com suave declive, o jardim integra alamedas, lagos, estufas, campos experimentais, jardim oriental e canteiros onde se dispersam várias espécies exóticas, para além de um  herbário. No topo Norte do jardim, situa-se o Palácio Calheta, mandado construir como casa de veraneio, em meados do séc. XVII por D. João Gonçalves da Câmara, 4.º Conde da Calheta. Este palácio e os terrenos adjacentes, onde se desenvolve atualmente o JBT, foram adquiridos em 1726 por D. João V que os reformulou profundamente. Nas proximidades do Palácio Calheta, verifica-se em 1758 o atentado contra D. José I, que culmina no processo dos Távoras, tendo alguns dos interrogatórios decorrido no palácio. Em 1940, o JBT acolheu a Secção Colonial da Exposição do Mundo Português, sendo ainda visíveis alguns dos pavilhões que a constituíam.