O último dia da Semana de África da Universidade de Lisboa é um momento de celebração, de encontro e de projeção de futuro. Pleno de momentos de cultura, diálogo e arte, aberto à Comunidade Académica e ao público em geral, num local emblemático, o Pavilhão de Portugal.
Esta iniciativa encerra a programação do Sem Margem, a Semana de África da ULisboa.
Sem Margem não é apenas um evento. É uma afirmação. A Universidade não é apenas um lugar de ensino, mas também um espaço de pertença, de acolhimento e de construção coletiva. É casa.
A entrada é livre.
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Na ULisboa não há margens. Há encontro. Há continuidade. Há futuro.
Programa
| 13h30 | Expo África Espaço dinâmico e contínuo que estará ativo ao longo de todo o evento |
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| 14h00 | Workshop de Dança l Afrofusion com Ângela Silva |
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| 14h00 | Oficina de Serigrafia Dinamizado por Bazofo & Dentu Zona |
Inscrição |
| 16h00 | Performances Artísticas Atuação da dançarina Sani e performance das Batukadeiras X |
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| 16h30 | África constrói o futuro: inovação, estratégia e soberania narrativa Mesa Redonda com António Costa Silva, Arinze Luke Ozioko, Jane Nduta Wambura e Ana Rita d’Almeida Auditório |
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| 17h45 | Sem Margem: cultura, identidade e representação Mesa Redonda com Mayra Andrade, Eder, Cláudia Semedo, Mónica Lafayette e Buruntuma Auditório |
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| 18h45 | Momento Musical Demba Djabaté |
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| 19h00 | Concerto Mayra Andrade Auditório |
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| 19h30 | Concerto Netos de Bandim Auditório |
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| 20h00 | Espetáculo de Encerramento Koffi e Soraia Morais Adilson Pallex Dj Gálio Auditório |
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| 21h00 | After Party com Vibra Live Experience Celine, Décio, Buruntuma e Jacemir Auditório |
Expo África
Espaço dinâmico e contínuo que estará ativo ao longo de todo o evento
13h30 - 24h00 | Centro de Congressos
| Feira de livros de literatura africana |
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Stands de Núcleos de Estudantes Africanos da ULisboa |
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Associações de representação estudantil |
| Desconstruir o Colonialismo, Descolonizar o Imaginário. O Colonialismo Português em África: Mitos e Realidades Exposição com a curadoria de Isabel Castro Henriques |
| Exposição com a curadoria de Toba Banko Artistas: Ale d’Afrique, Margareth Carvalho, Manuel Venancio, Colline Jafrain, Jubas Barreto, Beatriz Gomes, Djenice Duarte, Blac Dwelle e Cristiano Spencer |
Showrooms de moda africana contemporânea
Ariana Orrico
Concept Note
Nascida em Lisboa, com ascendência cabo-verdiana, Ariana Orrico formou-se em Produção Artística na Escola Artística António Arroio e frequenta atualmente o mestrado em Design de Moda na Faculdade de Arquitetura da ULisboa. Durante o seu percurso académico realizou um intercâmbio na Universidade de São Paulo, no Brasil. Em 2025, participou na plataforma Sangue Novo da ModaLisboa, onde recebeu o Prémio Burel Factory x ModaLisboa.
O seu trabalho desenvolve-se através da investigação da masculinidade contemporânea e da desconstrução do menswear enquanto linguagem cultural e simbólica. As coleções 75 e MACHO ALFA exploram tensões entre vulnerabilidade e proteção, identidade e representação, propondo uma reflexão sobre as múltiplas formas de existir dentro e fora das estruturas tradicionais da masculinidade.
A materialidade assume um papel central no processo criativo, integrando deadstock, patchwork e materiais naturais como parte de uma abordagem experimental e sustentável ao design de moda.
Adja Baio
Nascida e criada na Guiné-Bissau, Adja Baio vive em Portugal há sete anos, onde se formou em Design de Moda na ESAD. Recentemente apresentou duas coleções na plataforma Sangue Novo da ModaLisboa.
O seu trabalho desenvolve-se através da criação de peças sem género, explorando a relação entre identidade, liberdade de expressão e herança cultural. A partir da fusão entre referências da cultura guineense, streetwear e maximalismo, procura construir narrativas visuais que refletem a sua experiência pessoal e a forma como encontrou na moda um espaço de afirmação e experimentação criativa.
Godsfavour (Morning Star)
Founder – Empty Set
Criativo nigeriano baseado em Lisboa, Godsfavour aborda a moda e a narrativa visual a partir de uma perspetiva conceptual, utilizando o vestuário e a imagem como ferramentas para explorar emoção, presença, identidade e consciência social.
O seu trabalho assenta na crença de que elegância é compostura, procurando transmitir ao utilizador uma confiança silenciosa, mas poderosa. Através da sua marca, Empty Set, desenvolve projetos que combinam minimalismo, simbolismo e narrativa cultural em construções visuais refletidas e intencionais.
A sua prática reflete frequentemente experiências negligenciadas e as realidades de pessoas que vivem à margem, utilizando a moda simultaneamente como expressão pessoal e comentário social subtil.
Desconstruir o Colonialismo, Descolonizar o Imaginário. O Colonialismo Português em África: Mitos e Realidades
Exposição
Com a curadoria de Isabel Castro Henriques, professora do Intituto Superior de Economia e Gestão da ULisboa (ISEG-ULisboa), a exposição propõe um olhar leve mas atento sobre as marcas do passado colonial e as formas como ainda moldam o presente. É coorganizado pelo ISEG-ULisboa e pelo Museu Nacional de Etnologia, com apoio da Comissão Comemorativa 50 Anos 25 de Abril.
Oficina de Serigrafia
Dinamizado pela organização Bazofo & Dentu Zona
Esta oficina permitirá aos participantes explorar técnicas de serigrafia.
Vítor Sanches
Vítor Sanches nasceu e cresceu na Cova da Moura, mas emigrou cedo para Londres, onde sentia falta do crioulo, do funaná e da vida do bairro. Quando regressou e não encontrou trabalho, decidiu abrir uma pequena loja cultural — um espaço acolhedor para conversar, ouvir música e folhear livros.
A loja abriu em junho de 2015, mas Vítor quis ir mais longe. Assim surgiu a Bazofo, hoje integrada no projeto Dentu Zona, que inclui também serigrafia, mercado e outras atividades. Embora seja o rosto do projeto, nunca trabalha sozinho: tudo assenta no princípio cabo‑verdiano “Djunta Mô”, a ideia de que, juntos, a comunidade fica mais forte.
Workshop de Dança l Afrofusion
com Ângela Silva
Ângela Silva, com 24 anos, é uma bailarina mestiça com raízes cabo‑verdianas, marcada desde cedo pelos ritmos e celebrações da família. Crescer como jovem mestiça em Portugal trouxe questões de identidade, e foi na dança que encontrou o seu lugar. Aos 14 anos descobriu a dança contemporânea, que lhe deu linguagem para transformar vivências em movimento e afirmar as suas raízes. Hoje, a dança é o centro do seu percurso e a forma de honrar a sua história e o seu corpo.
África constrói o futuro: inovação, estratégia e soberania narrativa
Mesa Redonda com António Costa Silva, Arinze Luke Ozioko, Jane Nduta Wambura e Ana Rita d’Almeida
Esta mesa redonda propõe um olhar atual, aberto e dinâmico sobre o continente africano e a sua diáspora. A ideia é afastar visões limitadas e mostrar uma África que participa ativamente no futuro global — na ciência, na engenharia, na inovação, na liderança e no empreendedorismo — enquanto afirma as suas próprias narrativas e imagina novas possibilidades.
Oradores
António Costa Silva
Professor no Técnico ULisboa e ex-Ministro da Economia e do Mar de Portugal
Nascido em Angola e com uma carreira académica, técnica e institucional de grande prestígio em Portugal, António Costa Silva representa uma ponte muito forte entre a reflexão estratégica europeia e as realidades africanas. O seu contributo poderá centrar-se no papel de África no contexto internacional atual, na transição energética, na importância da engenharia e do pensamento estratégico para o desenvolvimento económico, e no modo como as relações luso-africanas podem ser repensadas num quadro de maior ambição, inovação e futuro.
Arinze Luke Ozioko
Estudante no Técnico ULisboa
A investigação de Arinze Luke Ozioko no projeto europeu NOSEVAC utiliza modelação matemática avançada para responder a desafios globais de saúde pública. Traz para a conversa a perspetiva de como o conhecimento científico produzido por investigadores africanos no Técnico ULisboa não é apenas academicamente relevante, mas também gerador de soluções concretas com impacto internacional. A sua presença reforça a ideia de que África e a sua diáspora não são apenas consumidoras de inovação, mas também produtoras de ciência de ponta.
Jane Nduta Wambura
Profissional queniana atualmente radicada em Portugal, com experiência na Google como Search Language Specialist
Com percurso em otimização linguística, melhoria de produtos digitais e qualidade de dados em ambientes tecnológicos globais, Jane Nduta Wambura tem também experiência em gestão de workflows e coordenação de equipas e exerce funções de liderança internacional como Diretora da Equipa de Capacitação e Inovação da Erasmus Mundus Association.
Nduta oferece uma visão leve e inspiradora sobre a diáspora africana em contextos globais. A sua experiência em ambientes internacionais e tecnológicos mostra como mobilidade, inovação e excelência profissional podem transformar conhecimento em impacto real.
Ana Rita d’Almeida
Profissional ligada à comunicação, curadoria cultural e marketing digital e Creative and Digital Strategist da BANTUMEN
Ana Rita d’Almeida poderá desenvolver a dimensão da soberania narrativa a partir de uma perspetiva contemporânea, criativa e estratégica, abordando: o papel dos media digitais na construção de imaginários sobre África e a diáspora; a importância de plataformas como a BANTUMEN na valorização de vozes negras no espaço lusófono; a relação entre cultura, comunicação, economia criativa e impacto comunitário; a forma como marcas, artistas e projetos afrodescendentes podem crescer com estratégia, identidade e autonomia; a importância de contar histórias africanas e afro-diaspóricas com complexidade, dignidade e ambição.
Sem Margem: cultura, identidade e representação
Mesa Redonda com Mayra Andrade, Eder, Cláudia Semedo, Mónica Lafayette e Buruntuma
Esta mesa reflete sobre cultura, identidade e representação no Portugal contemporâneo a partir do conceito Sem Margem, que rejeita fronteiras simbólicas e visões únicas. A conversa destaca como diferentes trajetórias e expressões culturais moldam hoje as narrativas sobre o país, trazendo novas vozes para o centro. Olha‑se para um Portugal plural, criativo e em transformação, pensando pertença, visibilidade e criação contemporânea.
Nota: Este é um evento oficial da ULisboa no qual podem ser efetuados registos fotográficos e videográficos para efeitos de comunicação institucional da ULisboa nos seus vários meios.
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