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Dia dos Namorados | O impacto da pandemia nas relações amorosas

Dia dos Namorados | O impacto da pandemia nas relações amorosas

Dia dos Namorados | O impacto da pandemia nas relações amorosas

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No Dia dos Namorados falámos com a Dr.ª Olga Horta, Psicóloga do Centro Médico da Universidade de Lisboa, para percebermos se as relações amorosas foram colocadas à prova devido à pandemia.

De que forma é que a pandemia teve impacto nas relações amorosas?

A Pandemia teve um grande impacto na nossa vida diária, e as relações amorosas não foram exceção. O impacto da pandemia nas relações amorosas é diferente, de acordo com as características da relação, ou seja, se é uma relação saudável, feliz, funcional ou uma relação violenta, de dependência, disfuncional. Se é uma relação que o casal estava a precisar de algum tempo para si, ou, se já estava à beira de uma rutura antes da pandemia.

Neste cenário de imprevisibilidade, onde não se sabe o que vai acontecer, podem gerar maiores preocupações, situações de stresse, cansaço, ansiedade e dificuldades financeiras. As diferentes formas de lidar com ansiedade, podem interferir com as relações emocionais, podem provocar uma amplificação das dificuldades já existentes no casal, como a perceção de menor qualidade conjugal ou aumento do conflito.

Por outro lado, em situações de crise, os casais que conseguem comunicar de forma mais eficaz e adotar estratégias de resolução de problemas, envolvendo-se em interações positivas de apoio mútuo durante a pandemia, têm maior probabilidade de manter uma relação saudável.

Ou seja, o impacto da pandemia nas relações amorosas tem uma influência negativa ou positiva, depende de capacidade de adaptação de cada um e enquanto casal.

Considera que a pandemia interferiu transversalmente em todas as relações amorosas?

A situação de exceção causada pela pandemia também tem efeitos distintos, de acordo com os diferentes contextos das relações amorosas.

Há inúmeras situações, temos solteiros, namorados, casais, e todos tem diferentes reações perante esta situação especifica.

Para quem está solteiro tornou-se mais difícil poder haver contactos, poder sair e conhecer novas pessoas. As aplicações de encontros, tornaram-se uma forma, ainda mais facilitadora para falar e conhecer pessoas num mundo virtual. As aplicações põem pessoas em contacto, que não se encontrariam de outra forma e aceleram as interações.

No namoro, alguns compromissos mais recentes onde não existe uma relação mais sólida, faz com que as pessoas sem saberem muito bem se voltam ou não a estar com a pessoa ou quando voltam, então pensam logo que não vale a pena e acabam por terminar, devido ao afastamento, impedidas de desenvolver a relação. Outros por sua vez, a pandemia ajudou a consolidar a relação e aproximar ainda mais o casal, criando objetivos em conjunto a curto prazo, como por exemplo: ir viver junto.

Nos casais, se antes da pandemia, aqueles que já se viam como uma equipa, mantendo interações positivas de apoio, apesar dos fatores stressantes, é mais provável que saiam mais fortes dessa situação.

Por outro lado, se os casais, que já tinham relações disfuncionais e entrarem em padrões de conflito, pode virar uma espiral, e levar os casais à beira da rutura.  Os fatores socioeconômicos, também têm um papel importante, os casais mais afetados financeiramente pela pandemia são mais propensos a se separar.

Como é que os casais podem lidar com os sentimentos de tristeza, medo e a vulnerabilidade que o que estamos a passar provoca?

A situação de Pandemia é uma experiência stressante, acabando por se repercutir sobre os casais, é importante que cada um esteja atento aos seus sinais de ansiedade e stresse, considerando que podem ter experiências diferentes. Importante reconhecer a exigências da situação de modo a não intensificarem ou gerar ressentimentos.

Fomentar as atividades positivas, de modo a aumentar a proximidade e intimidade. Haver momentos de relaxamento, diversão e partilha de memórias positivas. O dedicar tempo ao outro, o conectar-se, dar atenção ao que se está a passar. Criar espaços de partilha de sentimentos, falar sobre o que sentem, como se sentem, faz sentirem-se mais tranquilos. Trabalhar como uma equipa na procura de soluções para resolução de problemas. Para além de cuidar da relação e encontrar estratégias de entre ajuda, também é importante cuidar de nós próprios, ter tempo e dedicação para si.

Acredita que, em termos gerais, as pessoas sairão desta pandemia como seres que voltam à relação, centrados na conexão, aceitação e empatia?​

Apesar desta pandemia ter colocado à prova as relações amorosas, poderá deixar também uma maior consciência de necessidade de conexão, de partilha, e tentar esclarecer melhor o que realmente queremos, para o podermos encontrar.

Quer individualmente, quer em casal, a pandemia trouxe tempo para olhar para dentro e para nos conhecermos mais a nós próprios.

O ser humano necessita do contacto físico e emocional com outros seres humanos. Alguns estudos psicológicos realizados durante a pandemia, indicam uma visão cativante e muito relevante de como a crise de saúde parece estar afetando nosso comportamento no campo dos relacionamentos amorosos. E aponta formas pelas quais podemos ter encontros mais eficientes no futuro, assim como criar laços de relacionamento mais fortes e profundos.

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