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Exposições

A inauguração da Exposição "Deriva", no Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC), acontece no dia 12 de fevereiro de 2026, às 18h30 na Sala Azul.

Exposição "Deriva" ©Sofia Arez
©Sofia Arez

Exposição da artista Sofia Arez

A exposição reúne desenhos de sementes voadoras — formas mínimas que encerram o potencial da vida e evocam a condição humana: partir, deslocar-se, transformar-se.

Através de velaturas subtis e de um desenho atento e delicado, a artista dá forma a uma paisagem sensível. O seu trabalho nasce de caminhadas e de uma relação prolongada com a natureza, onde observar é um gesto de permanência e atenção. Deriva revela aquilo que habitualmente passa despercebido — formas discretas, estruturas frágeis e essenciais — tornando visíveis as dinâmicas silenciosas da vida.

Num contexto global de crise climática, perda de biodiversidade, deslocação forçada de populações e crescente instabilidade geopolítica, Deriva ganha uma ressonância particular. O voo de uma semente — frágil, exposta aos ventos, dependente do lugar onde irá pousar — espelha a vulnerabilidade de milhões de vidas humanas em trânsito, bem como a precariedade dos próprios ecossistemas. As sementes tornam-se, assim, imagens de sobrevivência, adaptação e reinvenção em cenários de incerteza.

Derivar não é perder-se: é responder às forças do mundo, procurar condições de vida, criar raízes onde isso se torna possível. Num tempo em que territórios se transformam, fronteiras se endurecem e o equilíbrio ecológico se fragiliza, a obra de Sofia Arez recorda-nos que o movimento é estrutural à vida — e que, mesmo na instabilidade, persiste a possibilidade de futuro.

Curadoria: Sofia Marçal

 

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Museu Nacional de História Natural e da Ciência
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