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Grandes Quartetos com Piano, pelo Ensemble Darcos , acontece no dia 19 de novembro, às 19h00, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade de Lisboa e integra o programa Música na Universidade de Lisboa .

Grandes Quartetos com Piano

Um dos traços mais vincados da biografia de Brahms é o seu amor platónico por Clara Schumann. Essa impossibilidade viria a ser o catalisador de uma série de obras musicais, em que o génio do compositor se revela plenamente.

Disto é exemplo o Quarteto op. 60, composto entre 1856 e 1875 e estreado a 18 de Novembro desse ano, com Brahms ao piano. Segundo o próprio, em carta dirigida ao editor Fritz Simrock, a capa da edição do quarteto deveria ser a de um jovem prestes a suicidar-se, invocando Werther, o personagem do livro de Goethe que sucumbe ao seu amor pela mulher do melhor amigo.

Repleto de contrastes dramáticos e motivos melódicos sinuosos, a tensão latente que se mantém até ao último compasso, faz do Quarteto op. 60 uma das obras maiores do compositor. Seria Fritz Simrock quem, de forma insistente, desafiou Antonín Dvořák a escrever um quarteto com piano. A 10 de Agosto de 1889, escrevia Dvořák para o amigo Alois Göbl “Tenho três andamentos de um novo quarteto com piano completados e o último será terminado em breve. Tudo tem acontecido de forma inesperadamente fácil e as melodias ocorrem-me em catadupa. Graças a Deus!”. O quarteto, terminado a 19 de Agosto, viria a estrear a 17 de outubro desse mesmo ano, em Frankfurt. O I andamento revela a tendência de Dvořák para temas líricos longos, arrebatadamente românticos, ainda que de carácter instáveis, ora escuros e trágicos, ora claros e heróicos. O II andamento, o mais longo dos quatro, é uma canção serena, em contraste com o Scherzo seguinte, ao jeito de um ländler.

O último andamento pauta-se por uma exuberância emocional, no contraste entre um tema turbulento e outro lírico, ao qual não falta a evocação do dulcimer, em jeito de dança folclórica.

Programa

J. Brahms (1833 – 1897)
Quarteto para piano e cordas
no 3, em Dó menor, op. 60
I. Allegro non troppo
II. Scherzo - Allegro
III. Andante
IV. Allegro comodo

A. Dvořák (1841 – 1904)
Quarteto para piano e cordas
no 2, em Mi bemol maior, op. 87
I. Allegro con fuoco
II. Lento
III. Allegro moderato
IV. Allegro ma non troppo

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