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A exposição está aberta ao público de terça-feira a domingo, das 10h00 às 18h00, e estará patente no Centro de Exposições do Pavilhão de Portugal até ao dia 27 de julho de 2025.

Camões

A exposição promete ser uma viagem pelos grandes eixos narrativos d'Os Lusíadas, propondo um diálogo inovador entre o texto do poeta e as artes visuais.

Exposição patente no Pavilhão de Portugal até ao dia 27 de julho de 2025.

Sinopse: Para assinalar os 500 anos de Luís de Camões, esta exposição põe lado a lado a sua poesia e obras de arte visuais de épocas muito distintas, sugerindo relações entre textos e imagens, mais como convite à imaginação do que como mera ilustração. Num percurso que segue a narrativa d'Os Lusíadas, (e a lição ao rei D. Sebastião), acompanhamos a viagem de Vasco da Gama e os estados de espírito do poeta; cruzamo-nos com o Adamastor e com o Velho do Restelo, que merecem a simpatia do poeta e assistimos à revelação dos segredos do Universo pela deusa Tétis. 

Esta narrativa é conseguida através de quadros de Géricault, Columbano Bordalo Pinheiro, José Malhoa, Almada Negreiros ou Giovanni Battista Moroni; esculturas de Simões de Almeida e Canto da Maya; desenhos de Domingos António de Sequeira e Luca Cambiaso; mosaicos romanos; fotografias de Wolfgang Tillmans, Thomas Ruff, Hiroshi Sugimoto, Candida Höfer ou Gérard Castello Lopes; e, ainda, poemas de Jorge de Sena.

Algumas das instituições que emprestaram obras originais são: o Museu Nacional de Arte Antiga, o Museu Nacional de Arqueologia, o Museu Calouste Gulbenkian, a Academia das Ciências de Lisboa, o Palácio Nacional da Ajuda, o Museu Nacional Soares dos Reis, o Museu Nacional Grão Vasco, o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, a Coleção de Fotografia novobanco e alguns colecionadores privados.

Abertura ao público: 1 de maio de 2025
Horário: terça-feira a domingo, das 10h00 às 18h00.
Local: Centro de Exposições do Pavilhão de Portugal 

A entrada é livre.

 

Visitas Guiadas

Todos os sábados e domingos entre 1 de junho e 27 de julho.

Horários: às 10h | 12h | 14h | 16h

Duração aproximada: 1h

Inscrições

Para visitas durante a semana devem enviar e-mail para: pavilhaoportugal@ulisboa.pt

As visitas são gratuitas.

 

Programação Paralela 

A exposição conta também com uma programação paralela em parceria com os Museus e Monumentos de Portugal. Estas atividades visam aprofundar o conhecimento sobre as obras expostas e a sua ligação com os eixos narrativos da obra do Poeta. 

Organizado por Mosteiro dos Jerónimos no Pavilhão de Portugal

Atividade: Camões e as Tágides, por Jorge Vila Nova
Data: 26 de junho de 2025
Horário: 15h
Duração aproximada: 35 min
Localização: Pavilhão de Portugal
Sinopse: As Tágides, musas do Tejo, que surgem nas estrofes 4 e 5 do Canto I, como inspiradoras d'Os Lusíadas e a sua representação, bem como do poeta, neste quadro de Columbano. A contextualização da peça, e dos estudos para o quadro de Columbano, no discurso da exposição.

Inscrições

Organizado pelo Palácio Nacional da Ajuda no Pavilhão de Portugal

Atividade: De Moroni a Símões de Almeida: obras do Palácio Nacional da Ajuda em diálogo com Camões
Data: 16 de julho de 2025
Horário: 16h
Duração aproximada: 40/45 min
Localização: Pavilhão de Portugal
Sinopse: A presente palestra centra-se nas quatro obras de arte pertencentes ao Palácio Nacional da Ajuda, atualmente cedidas em regime de empréstimo temporário para a exposição Meu Matalote e Amigo Luís de Camões, no âmbito das comemorações do V Centenário do nascimento de Luís de Camões. 

Com distintas proveniências, técnicas e tipologias, estas obras convergem no facto de terem sido incorporadas nas coleções reais portuguesas por iniciativa do rei D. Luís (1838-1889), numa estratégia de enriquecimento artístico do Palácio da Ajuda (a partir de 1862), mas também de colocação das suas coleções — com a fundação de uma Galeria de Pintura no palácio real — ao serviço da educação e fruição pública. A leitura iconográfica, material e histórica das obras emprestadas pelo Palácio Nacional da Ajuda procurará evidenciar como, através do colecionismo régio, a arte pode ser mobilizada para a afirmação cultural de um monarca e como instrumento de memória histórica, com especial incidência no culto oitocentista de Camões e D. Sebastião.

A leitura das obras iniciar-se-á com dois retratos, filiados em distintas tradições estéticas. O Petrato de Personagem Veneziana [PNA, inv. 496], de Giovani Battista Moroni (1520-1578), pertence a um ciclo de aquisições realizadas por D. Luís em Itália, em 1867, por intermédio de Marciano Henriques da Silva (1831-1873), que o rei haveria de nomear como diretor da pinacoteca real. Demonstrativa de um interesse pela retratística italiana, a composição de Moroni — contemporâneo de Camões — será apresentada em diálogo com a obra do poeta. Em contraste, o Retrato de Joseph [PNA, inv. 2763], de Théodore Géricault (1791-1824), inscreve-se na estética romântica, introduzindo uma leitura humanista da representação individual. Parte do acervo exposto na antiga Galeria de Pintura do Paço da Ajuda, a presença de ambas as obras numa mesma coleção são demonstrativas do interesse de D. Luís pelas obras de grandes mestres e por vários ciclos da arte europeia.

Inscrevendo no discuro expositivo as dimensões simbólica e comemorativa associadas ao romantismo português, as duas esculturas emprestadas pelo Palácio Nacional da Ajuda completam a leitura que propomos para esta atividade. A representação idealizada, pensativa e obstinada de

D. Sebastião [DEP 573-1], por Simões de Almeida Júnior (1844-1926), em 1877, atualiza a narrativa sobre um rei-menino desaparecido em combate, num tempo em que o imaginário camoniano adquire renovados sentidos históricos. Nesta linha, o busto em gesso de Luís de Camões [PNA, inv. 53244], de autoria desconhecida e produzido no âmbito das comemorações do Tricentenário (1880), cristaliza a sacralização de Camões como ícone cívico e patriótico. Em ambos os casos, as obras são reflexo do gosto eclético do rei que as coleccionou, documentando a incorporação, na cultura material oitocentista portuguesa, de imagens de Camões ou associadas ao poeta, como recurso fundamental da identidade cultural portuguesa.

Inscrições

Organizado pelo Museu Nacional de Arqueologia no Pavilhão de Portugal

Atividade: Três Villae da Lusitânia Romana. A propósito das escolhas do Comissário Científico da exposição "Meu Matalote e amigo Luís de Camões”, por António Carvalho
Data: 22 de julho de 2025
Horário: 16h
Duração aproximada: brevemente disponível
Localização: Pavilhão de Portugal
Sinopse: Palestra, aberta ao público em geral, mas muito direcionada para o público do Museu Nacional de Arqueologia onde se integra a comunidade arqueológica nacional. Sendo o Pavilhão de Portugal, um equipamento da ULisboa, particular atenção na divulgação será dada à comunidade de docentes e investigadores da área de Arqueologia Faculdade de Letras, agrupados em torno da UNIARQ-Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa. A apresentação, suportada por um power point com imagens relacionadas com os contextos arqueológicos de onde são provenientes os bens expostos, consistiria na intervenção de elementos da equipa do Museu Nacional de Arqueologia e num diálogo aberto com o público.

Inscrições

Organizado na Casa-Museu Anastácio Gonçalves no Pavilhão de Portugal

Atividade: A pintura de Oitocentos do colecionador Anastácio Gonçalves, por Eliana Fernandes Sá
Data: 23 de julho de 2025
Horário: 15h
Duração aproximada: brevemente disponível.
Localização: Pavilhão de Portugal
Sinopse: Partindo da coleção de pintura do Dr. Anastácio Gonçalves, que englobam os movimentos do romantismo e naturalismo, iremos dar enfoque a cinco obras presentes na exposição «Meu Matalote e amigo Luís de Camões». Será inevitável falar de dois pintores, designadamente Columbano Bordalo Pinheiro, devido ao estudo de Camões e as Tágides, e ainda Veloso Salgado, com a Cabeça de Negro. Bons motivos para se juntar a nós nesta viagem no tempo!

Inscrições

 

Informamos que serão feitos registos fotográficos e videográficos dos vários eventos, para efeitos de comunicação institucional.
 

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Centro de Exposições do Pavilhão de Portugal
Entrada livre
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