ULisboa desenvolve método para identificar risco de cancro
Uma equipa de investigadores, do Instituto de Sistemas e Robótica do Instituto Superior Técnico (IST) da Universidade de Lisboa (ULisboa), e do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto, acaba de encontrar um método simples e acessível para identificar padrões celulares de risco para cancro e os distinguir de outros que não apresentem risco acrescido.
O método baseia-se na análise automática de imagens microscópicas de células que expressam proteínas humanas e recorre à diferenciação dos padrões geométricos. A abordagem proposta permitirá análises sem necessidade de equipamento refinado.
João Sanches (professor e investigador que coordenou a equipa de investigadores de Lisboa) explica que “a análise de padrões em imagens é já muito utilizada no nosso dia a dia, mas precisávamos de perceber as subtilezas na arquitetura, como estas células estavam organizadas, e desenvolver um algoritmo que conseguisse percecionar diferenças” e, segundo os testes que foram efetuados, “o resultado é de grande precisão”.
Os autores afirmam que este método, “elegante e fácil de utilizar”, permite distinguir com muita fiabilidade células com mutações graves doutras sem significado patológico.
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