Uma equipa de investigadores, de que fazem parte membros do Centro de Engenharia dos Biossistemas do Instituto Superior de Agronomia (ISA) da Universidade de Lisboa (ULisboa), assim como do CIFC/IICT, da Universidade de Coimbra, do ITQB/UNL e da Universidade Hohenheim (Alemanha), publicou recentemente na revista "Frontiers in Plant Science" um artigo onde se procede à determinação do tamanho do genoma de 32 fungos da ordem Pucciniales (patogénios vegetais causadores de ferrugens), por Citometria de Fluxo.
O artigo é de extrema importância, não só porque o tamanho médio dos genomas estudados (380 Mpb) foi claramente superior à média do reino Fungi (38 Mpb), mas, sobretudo, porque nele se identifica o fungo Gymnosporangium confusum, como sendo o detentor do genoma de maior dimensão algum vez descrito no reino Fungi, com 893 Mpb.
Estes resultados poderão potenciar estudos que permitam revelar a capacidade "instalada" nestes fungos para fazer face à evolução natural (ou induzida pelo homem) das plantas que eles parasitam, no sentido de se tornarem resistentes, e dessa forma contribuir para uma mais criteriosa gestão dessa resistência, particularmente nas culturas agrícolas e florestais onde estas doenças causam avultados prejuízos (ferrugens dos cereais, da soja, do cafeeiro, do choupo, entre outras).
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