Sob o mote “Vamos construir o FATAL do Futuro?”, as jornadas FATAL do Futuro juntam profissionais, amadores, curiosos e entusiastas para repensar e debater o papel do teatro universitário. A equipa da organização antecipa o que se pode esperar desta iniciativa.
Nos dias 22 e 23 de maio, o Pavilhão de Portugal abre portas a várias iniciativas no âmbito do evento Experimenta o Futuro, entre as quais se incluem as Jornadas FATAL do Futuro. “Queremos construir o Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa (FATAL) do Futuro em colaboração com outras instituições, estruturas artísticas, associações e com a comunidade académica”, afirma Maria João Fernandes, coordenadora do Núcleo de Planeamento e Desenvolvimento de Programas Culturais e Exposições da ULisboa. Estas jornadas assumem particular relevância ao reunir, no mesmo espaço, parceiros que reconhecem o papel central do festival e valorizam a partilha de ideias capazes de contribuir para o seu crescimento e continuidade.
Um olhar para dentro
O FATAL existe desde 1999 e já teve 24 edições no currículo. No entanto, a sua longevidade não é sinónimo de estagnação. Raquel Raimundo, também membro da equipa organizadora, sublinha que “a renovação faz parte do crescimento de qualquer projeto saudável” e que a robustez do festival não pode permitir que este se “cristalize”.
Com a 25.ª edição no horizonte, a organização sentiu a necessidade de “fazer uma pausa” para balanço. “Consideramos essencial criar momentos de reflexão para percebermos de que maneira podemos melhorar a programação principal e paralela, as condições materiais e imateriais do festival e, consequentemente, a capacidade de produção e execução”, explica Raquel. Este exercício de “olhar para dentro” baseia-se no feedback de quem faz o festival acontecer: grupos de teatro, jurados e público.
A coesão do Festival
Uma das grandes missões que o FATAL pretende reafirmar é a sua ligação à cidade de Lisboa, mas de uma forma mais eficiente. Margarida Nabais, que integra igualmente a equipa de coordenação do evento, revela que uma das mudanças estruturais em cima da mesa prende-se com a localização. “Nas últimas edições, o FATAL tem estado disperso por vários espaços culturais da cidade. Acreditamos que se o Festival decorrer num só local, preferencialmente no centro da cidade de Lisboa, a nossa missão será cumprida de forma mais eficiente.” Esta centralização não só facilitaria a circulação do público, como promoveria uma maior proximidade e troca de experiências entre os próprios grupos de teatro.
Construir o futuro em conjunto
As jornadas de 22 e 24 de maio serão o laboratório desta transformação. No primeiro dia, o debate será aberto a todos os interessados, abordando temas críticos como os sistemas de apoio aos grupos, estratégias de comunicação e a importância do arquivo na criação de memória. No segundo dia, o foco vira-se para a ação: uma sessão de design thinking dedicada a questões técnicas, modelos de competição e calendarização.
Mas o FATAL do Futuro não se faz apenas de estratégia. O evento contará também com momentos artísticos que honram o passado e o presente do teatro universitário, como a performance de Ricardo Correia sobre o teatro pré-revolução de abril e a estreia do documentário “Antes de mais, parabéns atrasados” do Grupo Experimental de Teatro da Universidade de Aveiro (GrETUA).
Para Maria João Fernandes, o objetivo final é claro: garantir que o FATAL continue a ser um espaço de cidadania e liberdade criativa. “O FATAL deve desempenhar um papel crucial na formação humanista e artística dos membros do grupo de teatro”, conclui, reforçando que o festival é, e continuará a ser, uma ponte fundamental entre o dinamismo académico e o tecido cultural urbano de Lisboa.
O convite para estas jornadas é alargado a toda a cidade. O FATAL do Futuro abre as portas de todos os seus painéis, espetáculos e projeções a qualquer pessoa que queira participar, ouvir ou simplesmente descobrir o teatro que se faz hoje. O futuro do festival constrói-se com todos!
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