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Dicas de como enfrentar o prolongamento do confinamento

Dicas de como enfrentar o prolongamento do confinamento?

Dicas de como enfrentar o prolongamento do confinamento

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A renovação do estado de emergência e o prolongamento do confinamento apresentam desafios importantes para a vida das pessoas.

A fadiga da pandemia resulta de um esforço de adaptação prolongado a circunstâncias diversas e restritivas, e pode provocar alterações nos padrões usuais de comportamento, pensamento e emoção. É natural sentir cansaço, impaciência ou irritabilidade face às situações que vivemos, por isso tente seguir as sugestões que a seguir se indicam.

  • É importante reconhecer que as emoções, os pensamentos, e em geral o humor, podem sofrer flutuações, tanto a longo do dia como durante certos períodos. Aceite que estas mudanças fazem parte do estado de cansaço provocado por uma pandemia que tem obrigado a muitas alterações na vida pessoal e profissional.
  • Ainda que tenham tido alterações nos seus padrões de vida é fundamental manter rotinas que permitam lidar com o dia-a-dia de uma forma adaptada e previsível. Rotinas para o trabalho, para o lazer, para o sono ou para a atividade física. Em momentos de maior incerteza é importante fixarmos a atenção no que está sob o nosso controlo, devolvendo-nos a capacidade de percebermos que existem muitos aspetos sob os quais mantemos controlo pessoal.
  • Não se esqueça de manter as suas atividades prazerosas, como conversas, passeios higiénicos, atividades desportivas, ou ainda leitura, ouvir música e outra. As atividades de prazer são uma fonte de equilíbrio mental, e necessárias para fortalecer as nossas respostas e recursos para lidar com diversas situações.  
  • Mantenha contacto com os seus familiares, amigos e colegas. Partilhe as suas experiências e emoções, beneficie do apoio e suporte das pessoas que lhe são queridas. Evite isolar-se. O suporte social é uma das principais fontes de bem-estar.
  • O bem-estar envolve tanto a saúde física como mental. Por isso, cuide se si, tire um tempo regular para fazer atividades de autocuidado. Dedicar-se ao bem-estar torna-o/a mais resiliente aos desafios que vai encontrar.
  • Em caso de períodos mais persistentes de alteração do humor, em que se sinta com ansiedade ou irritabilidade elevada, pensamentos intrusivos e recorrentes, stress, tristeza prolongada, insónia ou outros sintomas continuados, não tenha vergonha de pedir ajuda.

A Universidade de Lisboa disponibiliza uma Linha de Apoio Psicológico em Crise, com uma equipa de voluntários da Faculdade de Psicologia ao seu dispor. Ligue para o número de telefone 210 443 599, entre as 10h e as 18h, de segunda a sexta-feira. Em alternativa, contacte o SNS24, que também tem disponível uma equipa de psicólogos.

Comprometa-se em ser parte da solução, adotando as medidas de proteção recomendadas (usar máscara, lavar as mãos com frequência, manter a distância, e outras recomendações). Quanto mais todos nos empenharmos, mais rapidamente sairemos desta crise.

Texto elaborado pelo Professor Doutor Telmo Baptista, professor auxiliar da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa.

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