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Investigação e Inovação

Estuários de plástico

Um novo estudo liderado pela Faculdade de Ciências (FC) da Universidade de Lisboa (ULisboa) encontrou grandes quantidades de fibras artificiais no estuário do Tejo e em zonas costeiras da África Ocidental.

Embora não sejam ainda claras as consequências da ingestão de microplásticos para os animais, alguns estudos laboratoriais mostraram que podem causar distúrbios fisiológicos, pelo que a sua ocorrência em altas densidades e a sua ingestão por diversas espécies é um problema potencialmente grave e que deverá ser monitorizado no futuro. Os investigadores alertam ainda para o facto dos dois bivalves estudados no Tejo - a lambujinha e o berbigão - serem consumidos pelo homem, que pode assim ingerir estes poluentes inadvertidamente.

Os resultados desta investigação estão descritos no artigo “Plastic and other microfibers in sediments, macroinvertebrates and shorebirds from three intertidal wetlands of southern Europe and west Africa”, disponível na Science Direct e no volume 231 da Environmental Pollution, a publicar no próximo mês de dezembro.

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