"Cooperação Científica num Mundo em Mudança" foi o mote da edição de 2026 das Jornadas Científicas da Universidade de Lisboa, que teve lugar no dia 16 de junho, no Pavilhão de Portugal.
Dedicado ao tema da cooperação científica num contexto marcado por transformações geopolíticas, tecnológicas e económicas, o programa das Jornadas Científicas ULisboa 2026 promoveu a reflexão sobre o papel das universidades na construção de parcerias estratégicas e no reforço das redes de investigação e inovação. A sessão de abertura contou com as boas-vindas do Reitor da Universidade de Lisboa, que destacou a importância da cooperação entre instituições, setores e países como fator determinante para enfrentar os desafios globais e potenciar a criação de conhecimento com impacto.
A Universidade de Lisboa é, hoje, uma instituição com a dimensão, a diversidade e a qualidade para ser uma referência europeia na cooperação científica. Cabe-nos, a todos, transformar esse potencial em prática quotidiana
A manhã foi dedicada ao tema "Cooperação Científica: Estratégia e Desafios", iniciando-se com a mesa-redonda "Cooperar: com quem, como e porquê?", moderada por Cecília Rodrigues, vice-reitora da ULisboa. O debate reuniu Helena Canhão (Secretária de Estado da Ciência e Inovação), Inês Lynce (do Instituto Superior Técnico da ULisboa e membro do Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação), Paulo Ferrão (professor do Instituto Superior Técnico da ULisboa e presidente do Conselho da Missão Cidades da Comissão Europeia) e Ricardo Conde (Agência Espacial Portuguesa), que abordaram questões relacionadas com o papel das universidades no ecossistema de investigação e inovação, as estratégias de cooperação nacional e internacional, o posicionamento da Universidade de Lisboa no European Research Area e a articulação entre agendas científicas, industriais e sociais.
Seguiu-se a apresentação de posters da primeira Sessão de Casos de Cooperação e a sessão "Parcerias em Ação: exemplos de cooperação com impacto", moderada por Pedro Amaral, que deu a conhecer iniciativas colaborativas desenvolvidas em diferentes áreas científicas. Foram apresentados o projeto TRICAFÉ, por Ana Ribeiro, do Instituto Superior de Agronomia, a Rede de Parceiros do Instituto Superior Técnico da ULisboa, por Carla Patrocínio, o projeto FoodLink, por Mónica Truninger, do Instituto de Ciências Sociais da ULisboa, e o iXLab, por Ricardo Dias, da Faculdade de Ciências da ULisboa. Os casos apresentados evidenciaram diferentes modelos de cooperação com impacto local, nacional e internacional.
A sessão da tarde centrou-se no tema "Cooperação e a Nova Geração de Ciência". A mesa-redonda "Doutoramentos Colaborativos: que modelos, que atores, que valores?", moderada por Cristina Branquinho, contou com a participação de Maria Mota, Nuno Jardim Nunes, Roberto Falanga, António Carvalho e Francisca Leite. O debate explorou o papel dos doutoramentos colaborativos na aproximação entre academia e sociedade, a integração de agendas científicas e empresariais, a valorização do conhecimento e os modelos institucionais necessários para sustentar novas formas de formação avançada.
Na sessão "Investigação e Inovação pelos Doutorandos: ciência em colaboração", moderada por Marina Costa Lobo, foram apresentados projetos desenvolvidos por estudantes de doutoramento da Universidade de Lisboa. As apresentações abordaram temas tão diversos como a sustentabilidade da produção agrícola através da edição genética, a cibersegurança em sistemas de controlo industrial, a farmacovigilância centrada no cidadão e a avaliação neuropsicológica de mulheres vítimas de violência por parceiro íntimo, demonstrando o contributo da investigação colaborativa para a resposta a desafios científicos e sociais contemporâneos.
As Jornadas Científicas ULisboa 2026 constituíram também um momento de celebração do mérito científico da comunidade académica. Durante o evento teve lugar a entrega dos Prémios 3 Minutos de Tese (3MT) ULisboa 2026, que reforçam o compromisso da Universidade com uma Ciência clara, acessível e próxima de todos, bem como dos Prémios Científicos ULisboa/Caixa Geral de Depósitos 2026, que reconhecem a qualidade e o impacto da produção científica desenvolvida na Universidade de Lisboa.
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