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O projeto CluePaw, desenvolvido pela equipa de Francisco Livraghi, chegou às semifinais do Global Student Startup Competition 2026.

Estudantes

Visando “ajudar a preparar as crianças para um futuro em que saber utilizar a tecnologia será tão importante como saber questioná-la”,  Francisco Livraghi, estudante de Engenharia de Telecomunicações e Informática no Instituto Superior Técnico, Universidade de Lisboa, desenvolveu, em equipa, o projeto CluePaw, que o levou a participar no Global Student Startup Competition  (GSSC) 2026, competição internacional de start-ups integrada na Asian Leadership Conference (ALC), que teve lugar em Seul, entre de 17 a 21 de maio.

O CluePaw é um jogo de investigação destinado a crianças entre os 8 e os 13 anos, no qual cada jogador assume o papel de detetive. Acompanhada por Tibbe, a mascote criada para o projeto, “a criança tem de pesquisar várias fontes, comparar informação e chegar a uma conclusão com base naquilo que encontrou”, explica Francisco Livraghi.

Na competição, estudantes universitários de várias partes do mundo são selecionados para apresentar projetos inovadores de empreendedorismo em diferentes áreas. Francisco Livraghi integrou a Team Europe, numa edição que reuniu 16 equipas de instituições como a Harvard University, a University of California, Berkeley, e a Stanford University. A equipa chegou às semifinais, terminando no Top 8 da competição.

Para o estudante, o contacto com participantes de instituições internacionais fez-se sentir sobretudo no espírito competitivo, o que “elevou o nível da competição e tornou a experiência ainda mais interessante”.

O estudante conta que foi necessário descartar várias ideias até chegarem ao conceito final, que “surgiu de uma preocupação” relacionada com a credibilidade da informação disponível online, produzida por inteligência artificial ou de proveniência pouco clara.

“Sabíamos que queríamos trabalhar em torno da desinformação, da segurança online e do crescimento dos conteúdos gerados por inteligência artificial”, explica o estudante. Um dos maiores desafios, acrescenta, foi transformar a ideia “num jogo e não numa aula”.

A experiência permitiu-lhe também adquirir novas aprendizagens. “Foi uma experiência que me obrigou a pensar muito para além da programação e a olhar para o projeto também do ponto de vista do utilizador e do produto”, afirma.

Para Francisco Livraghi, a mais-valia do projeto está precisamente no incentivo ao questionamento. “Em vez de dizer às crianças aquilo em que devem acreditar, procuramos criar desde cedo o hábito de questionar, procurar a fonte e verificar antes de aceitar algo como verdadeiro”.

Tendo em conta o seu “grande interesse por inteligência artificial e tecnologia”, o estudante sublinha ainda a importância deste tipo de aprendizagem. “A IA já começa a fazer parte do nosso dia a dia e, na minha opinião, essa presença só vai aumentar. Por isso, mais do que tentar afastar as crianças destas ferramentas, acho importante ensiná-las desde cedo a utilizá-las da melhor forma”.

A participação no GSSC 2026 surge na sequência da presença de Francisco Livraghi na European Innovation Academy 2025, experiência que conduziu à sua integração no Global Student Startup Competition 2026.

Fonte: Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa

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