Investigadores da ULisboa vencem Prémios Pfizer 2014

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João Barata Taborda e Henrique Veiga-Fernandes, Investigadores do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina (FM) da Universidade de Lisboa e Hélder Maiato, do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da Universidade do Porto foram distinguidos, a 10 de dezembro de 2014, com os Prémios Pfizer 2014, a mais antiga distinção na investigação biomédica em Portugal.

O galardão atribuído pela Sociedade das Ciências Médicas de Lisboa e Laboratórios Pfizer, no valor de 20 mil euros para cada categoria, distinguiu dois projetos na categoria de investigação básica (prémio partilhado pelos investigadores Henrique Veiga-Fernandes e Hélder Maiato) e um de investigação clínica (do investigador João T. Barata).

O projeto “CHK1 overexpression in T-cell acute lymphoblastic leukemia is essential for proliferation and survival by preventing excessive replication stress”, liderado por João Taborda do IMM-FM-ULisboa, “obteve resultados bastante promissores no que respeita ao potencial desenvolvimento de uma terapêutica alternativa para tratamento da leucemia linfoblástica aguda de células T (LLA-T), um tipo de leucemia bastante frequente em crianças. A investigação, publicada na revista científica Oncogene, estudou o papel de uma proteína (CHK1) em doentes e concluiu que a mesma se encontra sobre expressa e hiperativada, permitindo assim a viabilidade das células tumorais e proliferação da doença.”

Na categoria de investigação básica, o estudo “The neurotrophic factor receptor RET drives haematopoietic stem cell survival and function”, desenvolvido por Henrique Veiga-Fernandes do IMM-FM-ULisboa, revela uma nova solução para a expansão e transplantação das células estaminais da medula óssea. Neste trabalho “foi identificada uma nova molécula, RET, que é expressa pelas células estaminais hematopoiéticas, mas que desempenha também um papel importante no sistema nervoso. Este trabalho demonstra que RET é essencial para a sobrevivência e função das células estaminais, tendo uma particular importância na transplantação de medula óssea.”

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